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quarta-feira, 20 / janeiro / 2021

O iFood pode quebrar o seu restaurante!

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De uma forma geral, o que se vê com esses aplicativos de marketplace que recebem comissões em cima das vendas, é que sempre é um ótimo negócio para o cliente, e péssimo para o restaurante, detonando com o empresário.

No último mês, donos de restaurantes, lanchonetes, hamburguerias, pizzarias e demais comércios do ramo foram sacudidos com a reportagem do BBC News, que mostrou como os apps de entrega estão levando pequenos restaurantes à falência.

Depois desse artigo, muitos donos de restaurantes viram como estavam dormindo no ponto e que não entendiam o que está acontecendo com o mercado. A verdade é que a era digital chegou e, com ela, a forma de fazer negócios mudou e muita gente ainda não percebeu.

Hoje, no Brasil, existem diversos grandes marketplaces atuando no mercado, como o iFood, Uber Eats, Rappi, 99Food, dentre outros. Fundado em 2011, o iFood iniciou suas atividades como uma startup no qual recebeu investimentos de capital de risco, incluindo grupos de Jorge Paulo Lemann. Em 2014 foi adquirido pela Movile e, no mesmo ano, se fundiu com o RestauranteWeb criando uma companhia de aproximadamente 1 bilhão de reais. Desde então, a companhia vem comprando outras empresas do setor, como Pedidos Já, Papa Rango, Alakarte  e etc. 

Mas, afinal, o que é marketplace???

Bom, de forma simples, o marketplace é uma plataforma online de vendas de produtos de diversos fornecedores.

Ou seja, é uma plataforma de e-commerce na qual diferentes empresas podem vender os seus produtos.

Como por exemplo o Mercado Livre, Amazon, Magazine Luiza, Uber e iFood, estes dois últimos, dentro do segmento de venda de comidas pela internet.

O iFood funciona como uma grande praça de alimentação de shopping, porém “dentro” dos celulares de seus clientes. Essa lógica mudou completamente a forma de se pedir comida.

Ao invés das pessoas procurarem um restaurante específico e assim fazerem as suas compras, hoje, abre-se o app do iFood.

E, através de métricas, como tempo de entrega, valores, qualificações, ranqueamento e etc, escolhe-se o que vai comer.

Crescimento do iFood

Desde quando foi adquirido pela Movile, o iFood investiu pesado na captação de restaurantes para sua plataforma, quando deu a oportunidade aos pequenos restaurantes poderem fazer parte desse universo, sem muita burocracia, pagando uma pequena mensalidade e taxa do serviço em troca da promessa de aumento significativo das vendas do restaurante. Contudo, para muitos, a plataforma não funcionou bem assim.

Com o crescimento da rede, a empresa iniciou parcerias com as gigantes redes de restaurantes mundiais com taxas menores em relação às cobradas aos pequenos empreendimentos. 

Para aumentar a sua base de usuários finais, o iFood distribuiu cupons e tickets promocionais criando uma verdadeira sensação ao cliente de poder comprar barato pelo aplicativo, e sempre jogando uma boa carga desses descontos em cima do restaurante .

O tempo passou, a empresa cresceu e, por anos, com a grande movimentação de dados, vem estudando os hábitos de consumo de milhares de consumidores e restaurantes.

O gigante iFood domina o mercado nacional de entrega de comida, tem operações no Brasil, Argentina, Colômbia e México. Faz parte do seleto grupo de “unicórnios do Brasil” – Como são chamadas as startups avaliadas em mais de 1 bilhão de reais.

Recebeu no final de 2018 um aporte de mais de US$ 500 milhões, a maior rodada de investimentos já obtida por uma empresa na América Latina.

Entre janeiro e setembro de 2019, realizou 159,3 milhões de entregas, uma média de 18 milhões de pedidos por mês, para isso, foram necessários 86 mil entregadores em 886 cidades no Brasil e na América Latina para dar conta do recado. 

O Monstro começa a se despertar. 

Com grande poder de fogo e a “Big Data” a sua disposição, o iFood, assim como Uber Eats e Rappi, começaram a investir em novas e grandes empreitadas, com a criação das “dark kitchens” ou simplesmente restaurantes virtuais com foco exclusivamente nos serviços de entregas, ou seja, delivery. 

A partir da sua base de dados e com os estudos de hábitos de consumo, esses aplicativos detectam onde existe uma grande demanda por determinado tipo de produto. Eles elegem parceiros, dentre os que mais vendem na plataforma, para abrir um restaurante naquela região, em regime de exclusividade.

Uma determinada área pode abrigar diversas cozinhas, funciona como uma espécie de coworking de cozinhas, ou seja, o mesmo espaço pode reunir diferentes tipos de comidas como massas, pizzas, japonesa, burger e etc.

O empresário entra com o investimento para montar a cozinha e equipar o espaço, enquanto o aplicativo fica encarregado em executar vendas, fazer todo o marketing e propaganda para o negócio funcionar, dando até mesmo prioridade e visibilidade privilegiada no aplicativo.

Muitas vezes, criando uma marca específica que o cliente só encontra na plataforma.

Nascimento do iFood Loop

Em novembro de 2018, o iFood lançou o Loop, uma marca própria de restaurante, no qual seguindo a mesma estratégia das dark kitchens, promete entregar ao consumidor final pratos de comida caseira e saudável por preços imbatíveis.

Só para se ter uma noção, quem pede o iFood Lood pela primeira vez paga apenas R$ 4,99 com frete grátis. E nos pedidos seguintes o preço sobe para R$ 10,00. Ainda tem promoção toda quinta feira, quando todas as refeições são oferecidas por valores especiais e com entrega grátis.

Imagem: Divulgação/iFood

De uma forma geral, o que se vê com esses aplicativos de marketplace que recebem comissões em cima das vendas, é que sempre é um ótimo negócio para o cliente, e péssimo para o restaurante, detonando com o empresário.

A forma com que empresa lida com seus parceiros restaurantes, normalmente não é transparente e com difícil comunicação; cobra altas taxas de comissão; o aplicativo dita o ritmo ao restaurante, ou seja, determina o tempo entre o pedido e a entrega; e o pior de todos, o cliente nunca é do restaurante, mas sim, do iFood. O consumidor sabe de quem está comprando, mas o restaurante nunca sabe para quem está vendendo. 

Atitudes como essas tem quebrado muitos pequenos restaurantes que, sem fôlego, para conseguir brigar em essas redes acabam desistindo do negócio e mudam de ramo.

Ainda existe uma salvação.

Não acredito que você deva abandonar essas plataformas de marketplace como iFood, Uber Eats, Rappi, dentre outras. Essa modalidade comercial veio para ficar e definitivamente você tem que aprender a jogar o jogo junto a elas.

Existem diversas estratégias que você pode adotar para tirar melhor proveito dos apps. Os marketplaces são uma verdadeira vitrine para os seus produtos e negócios e podem, assim, ajudar a trazer novos clientes e ativar antigos.

Depois disso, você tem que trazer esses clientes para uma plataforma de pedidos online com aplicativo próprio, tornando eles SEUS clientes e, não mais, do app de comida.

Para seu negócio não correr sérios riscos, a dependência desses canais de vendas não pode ultrapassar 30% do número de pedidos recebidos no seu estabelecimento. 

Você não pode se iludir ao pensar que os clientes oriundos dos aplicativos de marketplaces são seus.

Para ser “seu” cliente, eles tem que estar cadastrados na sua base de dados, para que, aí sim, consiga criar um relacionamento enviando promoções e novidades por SMS, e-mails, telefonemas, WhatsApp e outros meios de comunicação.

Utilize o iFood e demais plataformas como seus aliados. Utilize-os como uma forma de divulgar a sua marca e os seus produtos. E não utilize de forma alguma os seus mecanismos de comunicação com seus clientes para levá-los para as plataforma de marketplaces. Não pague comissões à marketplaces de um cliente que já é seu.

Quer saber mais informações de como criar a sua própria plataforma de delivery com site de pedidos online e aplicativo próprio? Bom, sou CEO da da Leex, e não poderia indicar outra empresa para poder criar uma solução perfeita para o seu negócio.

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